Informação para decisões melhores
Aqui você encontra conteúdos sobre compra de imóveis, financiamento, documentação e mercado imobiliário para ajudar nas suas decisões.
Uma forma simples de entender o financiamento é pensar em duas limitações principais:
1. Quanto o banco pode financiar do imóvel.
Em um exemplo de financiamento de até 80% do valor do imóvel, os outros 20% precisam ser pagos como entrada.
2. Quanto sua renda permite financiar.
Como regra de bolso para este exemplo, vamos considerar que a cada R$ 4 mil de renda mensal, o banco poderia financiar aproximadamente R$ 100 mil.
Exemplo:
Valor do imóvel: R$ 500.000
20% de entrada: R$ 100.000
80% financiado: R$ 400.000
Se a renda da pessoa for suficiente para financiar os R$ 400 mil, ela precisaria de R$ 100 mil de entrada. O FGTS, quando permitido pelas regras vigentes, pode ser utilizado para compor essa entrada.
Mas e se a renda não for suficiente? Imagine uma pessoa com R$ 12 mil de renda mensal. Seguindo nossa regra de bolso: R$ 12 mil de renda → aproximadamente R$ 300 mil de financiamento.
Nesse caso:
Imóvel: R$ 500.000
Financiamento: R$ 300.000
Entrada: R$ 200.000
Ou seja: Não basta o imóvel permitir financiar 80%. A renda
também precisa comportar o valor que será financiado.
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Uma forma simples de entender se você pode usar o FGTS na compra de um imóvel é pensar em algumas condições principais:
1. Quanto tempo você tem de FGTS.
É necessário ter pelo menos 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, somados ao longo da vida profissional. Esses períodos não precisam ser consecutivos e podem ter sido em empresas diferentes.
2. Você já possui outro financiamento pelo SFH?
Para utilizar o FGTS, existem restrições para quem possui financiamento imobiliário ativo pelo SFH.
3. Você já possui um imóvel residencial?
A existência de outro imóvel pode impedir o uso do FGTS, dependendo de onde esse imóvel está localizado. Por isso, é importante verificar se você possui imóvel residencial na cidade onde mora, onde trabalha ou em município que se enquadre nas regras de localidade aplicáveis.
4. O imóvel precisa estar dentro das regras do FGTS.
O imóvel precisa ser residencial urbano, destinado à moradia própria, estar regularizado e atender às condições estabelecidas para utilização do FGTS. Além disso, o valor do imóvel precisa estar dentro do limite permitido pelas regras vigentes do SFH/FGTS.
5. O FGTS já foi utilizado nesse imóvel?
Também existe uma regra relacionada ao uso anterior do FGTS na aquisição do imóvel. Em determinadas situações, é necessário respeitar o intervalo mínimo de 3 anos entre utilizações do FGTS na mesma operação/imóvel.
Exemplo:
Imagine uma pessoa que:
Tem 5 anos de FGTS
Não possui financiamento ativo pelo SFH
Não possui imóvel residencial impeditivo
Está comprando um imóvel para sua própria moradia
O imóvel está regularizado e dentro do limite permitido
Nesse caso, ela pode estar apta a utilizar o FGTS, desde que todos os demais requisitos da operação também sejam atendidos.
Ou seja: não basta ter dinheiro no FGTS.
É preciso que o comprador, o imóvel e a operação estejam dentro das regras para que o FGTS possa ser utilizado.
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Você não precisa ter o valor total do imóvel para comprar. Normalmente, a compra envolve três partes principais:
1. Entrada
É a parte do imóvel que você paga com recursos próprios. O FGTS, quando permitido pelas regras vigentes, pode ajudar a compor esse valor.
2. Financiamento
O restante pode ser financiado pelo banco, desde que o imóvel e a sua renda atendam às condições do financiamento.
3. Custos da compra
Além da entrada, existem despesas como ITBI, registro e documentação. Como referência para o planejamento, reserve aproximadamente 3,5% do valor do imóvel para esses custos.
Exemplo:
Valor do imóvel: R$ 500.000
Entrada: R$ 100.000
Financiamento: R$ 400.000
Documentação e custos:
Aproximadamente R$ 17.500
Nesse exemplo, a pessoa precisaria planejar aproximadamente: R$ 117.500 de recursos próprios.
Sendo:
R$ 100.000 → entrada
R$ 17.500 → documentação e custos da compra.
O valor exato pode variar conforme o imóvel, a modalidade de financiamento e os custos aplicáveis à operação.
Resumindo:
Não pense apenas na entrada. Pense no custo total para realizar a compra. O melhor imóvel não é aquele que você consegue comprar. É aquele que cabe no seu planejamento.
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